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Estudo destaca papel da GoiásFomento na economia goiana

Atualizado em 03-03-2017 10:36h


Nos últimos 15 anos, a Agência de Fomento de Goiás(GoiásFomento) desempenhou o seu papel de impulsionador da economia goiana, sobretudo incrementando as micro e pequenas empresas com crédito para investimentos e para capital de giro. No período foram injetados R$ 540,2 milhões na economia, bancando 12.465 projetos, principalmente em Goiânia, região de Anápolis, Meia Ponte, Sudeste do Estado e Entorno do Distrito Federal.


A conclusão é de um estudo da Gerência de Estudos Socioeconômicos e Especiais do Instituto Mauro Borges (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). O levantamento analisou as linhas de crédito da Agência desde o início de suas atividades, em 2000, até 2015, com a finalidade de caracterizar o perfil de sua atuação.


O crédito da GoiásFomento é majoritariamente tomado por micro e pequenos empresários. Contudo, no último quinquênio verificou-se o crescimento significativo dos créditos destinados a empresários de médio porte e pessoas físicas, como profissionais liberais e trabalhadores autônomos.


O estudo aponta para um aumento sustentado da oferta de crédito ao longo de todo o período, sendo a modalidade capital de giro a mais demandada, com 66,6% do total dos empréstimos, embora a modalidade investimento tenha se elevado no último quinquênio, correspondendo a 33,1% dos financiamentos.A região de Goiânia foi a maior tomadora de crédito, com 43,8%, seguida de Anápolis (13,9%), do Sudoeste de Goiás (9,1%), da região do Meia Ponte (7,4%) e do Entorno do DF (4,9%). “Isso demonstra eficiência da instituição que, com apenas uma agência, localizada em Goiânia, e a rede de correspondentes bancários espalhada por todo o Estado, consegue atender adequadamente o território”, observa o pesquisador do IMB/Segplan Eduardo Santos Araújo.


Trajetória


O total agregado de crédito ofertado pela agência GoiásFomento entre 2000 e 2015 apresentou dois comportamentos distintos. No período entre 2000 e 2011, a trajetória ficou relativamente estável, com uma carteira de financiamento média de R$23 milhões anuais. Comportamento distinto ocorreu a partir de 2012, quando houve uma mudança de patamar no total do crédito ofertado. Impulsionado por recursos provenientes de repasses de outras esferas da Federação, como o BNDES e o FCO, o crédito médio anual do quadriênio 2012-2015 elevou-se para um patamar médio anual de R$ 68 milhões. O estudo do IMB verificou que na Agência, no seu primeiro triênio (2000-2002), a ênfase foi dada à modalidade de crédito destinada ao investimento, valores que tomaram praticamente a integralidade dos créditos concedidos. Os créditos destinados a capital de giro foram meramente residuais nesse período. Entretanto, a partir de 2004 a situação se inverte. A modalidade capital de giro predominou sobre a maior parte do crédito ofertado até 2011. 


Nesse período de oito anos, a média de participação do capital de giro nos créditos agregados foi de 91,2% do total do crédito ofertado pela GoiásFomento. Apenas em 2012 os créditos destinados ao investimento voltaram a ganhar destaque, chegando a participação máxima de 48,3% sobre o total de créditos ofertados em 2014. Esse aumento do crédito para investimento ocorre ao mesmo tempo em que as fontes de recursos provindas de repasses de outras esferas federativas ganharam força em Goiás. Os valores destinados à modalidade capital de giro foram no total 70% maior que os valores aplicados em investimentos. Enquanto que os valores da primeira modalidade alcançaram R$ 328,9 milhões, a segunda alcançou R$ 193,3 milhões entre 2000 e 2015. Observa-se a predominância dos contratos destinados ao capital de giro em relação as demais modalidades de crédito. Enquanto que essa modalidade foi responsável por 8.297 contratos entre 2000-2015, as demais somadas foram responsáveis por 4.168 contratos.


Setores


Ao analisar a distribuição do crédito da Agência por setores econômicos, verifica-se que o ramo de serviços é o mais beneficiado, seguido da indústria e, por fim, o setor agropecuário. O setor de serviços absorveu 68,2% de todo o crédito oferecido pela agência, o que correspondeu ao valor de R$ 368,62 milhões entre 2000 e 2015. O setor de serviços não é apenas o maior beneficiado em volume de crédito, mas também em número de contratos firmados. O setor é responsável por 9.526 contratos do total de 12.465 contratos firmados entre 2000 e 2015, ou seja, representa 76,4% de todos os contratos firmados pela GoiásFomento. O segundo setor mais beneficiado pelos créditos da GoiásFomento foi o industrial, com o valor de R$ 123,24 milhões entre 2000 e 2015, o que corresponde a 22,8% do total do crédito ofertado. Em relação ao número de contratos, foram firmados 1.961, que representam 15,7% do total dos contratos firmados. Dentre as atividades do setor industrial, a mais beneficiada foi a indústria de transformação, que absorveu R$ 105,14 milhões em crédito por meio de 1.784 contratos firmados. O setor agropecuário é o menos beneficiado pelos créditos da agência GoiásFomento. O setor recebeu R$ 17,26 milhões entre 2000 e 2015, representados por 80 contratos firmados.


As operações da GoiásFomento podem ser divididas em três períodos, de acordo com a escala de valor dos contratos firmados. O primeiro foi o período 2000-2003, caracterizado por operações de micro e pequeno porte, com valores inferiores a R$ 100 mil. No segundo período, 2004-2011, aparecem as operações de médio porte, com valores superiores a R$101 mil. De 2012 a 2015 é que se observam operações de grande porte, com valores superiores a R$ 1 milhão. Apesar da evolução dos contratos em relação aos valores, é importante ressaltar que as operações predominantes em todo o período 2000-2015 são as de micro e pequeno porte, ressalta Eduardo.


O estudo do IMB mostra que a atuação da agência GoiásFomento está alicerçada em operações de capital de giro inferiores a R$ 50 mil, destinadas majoritariamente a empresas de micro e pequeno porte do setor do comércio. No entanto, esse padrão se alterou no período 2012-2015, grande parte em razão do aumento da provisão de crédito advindo de outras fontes de recursos, como o BNDES e o FCO.


Fonte: IMB/Segplan

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